Lançado oficialmente em 1972 em plataforma Arcade, PONG rendeu tanto dinheiro a Bushnell e a Atari que em 1975, numa jogada de marketing genial, decidiram lançá-lo em uma versão doméstica, o Home PONG, que competiu diretamente com o Magnavox Odyssey.
O jogo era muito básico: duas “tiras” em dois extremos da tela, que se moviam verticalmente, rebatiam a bola um ponto que se movia de um lado para o outro. O objetivo, como todo bom jogo de tênis, é fazer com que seu oponente não alcance a bolinha – a única forma de fazê-lo errar. O diferencial aqui está, principalmente, no fato de PONG ser capaz de fazer a contagem dos pontos sozinho – ele, ao contrário do Ping Pong e de inúmeros outros jogos do Odyssey, possuia um sistema de memória (bem rudimentar, é verdade) que permitia isso, e o Odyssey já não o tinha (os gamers eram obrigados a anotar a pontuação em bloquinhos que vinham nos jogos).
Logo foram encomendados 150.000 unidades de Home PONG para serem vendidos no Natal de 1975. Para isso, a Atari chegou a adquirir uma fábrica específica só para produzir o novo brinquedinho. Deu certo, o jogo bombou nos lares norte-americanos e aí começou mais uma história de sucesso, que também foi cheia de controvérsias e problemas.
Todo o sucesso do Home PONG chamou a atenção do nosso conhecido Ralph Baer, idealizador e desenvolvedor do Odyssey, que também criou alguns jogos, entre eles o clonado Ping Pong. Vendo o sucesso do PONG de Bushnell e sentindo-se lesado, Baer entrou na justiça alegando infrigimento de direitos autorais por Bushnell e pela Atari – afinal de contas, o jogo era IGUAL ao que Baer fez e patenteou! O fato é que a Atari se viu numa sinuca de bico (a coisa tava preta). O advogado da Atari achou que seria melhor que houvesse um acordo fora dos tribunais e acertou com a Magnavox a aquisição de uma licença no valor de US$700.000 sobre os direitos do jogo Ping Pong e que a partir de então quem fizesse uns joguinhos parecidos (vulgos clones dos clones), teriam que pagar royalties.
A influência que um joguinho, um mísero joguinho, de 3 pontinhos que se moviam por uma tela preta causou na indústria dos vídeo games foi tanta, que causou essa confusão inteira. E pior, PONG era tão bom, mas tão bom, que desbancou um console inteiro (Odyssey) quando chegou na sua versão doméstica – RAIOS, era apenas um aparelhinho que era conectado à televisão e que só dava para jogar um ÚNICO jogo, o PONG!
A primeira geração de vídeo games foi marcada por muito amadorismo por parte das empresas pioneiras, falta de planejamento mercadológico e muitas, mas muitas, controvérsias. Por isso PONG e o Odyssey foram os dois principais consoles dessa geração que ainda teve outros personagens coadjuvantes.


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